quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

SENTIR
Sem ti... ir! Apenas ir. (buscando o ar em cada parte tua que ainda vive em mim)
Eu não te quero pra preencher espaço, te quero pois a nossa -falta de- espaço regula meu compasso, passo do meu pro teu coração, deixando de ser só espaço e solidão, passando a ter só um passo, uma direção (a tua). Só contigo. -QUERO- Me sentir no teu (mais nosso do que nunca) sentido de união.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sigo me sustentando no teu afeto inconstante
Varia em mim como o y de uma função
Nunca quiseste de fato te entregar por completo
E pra ti sempre fui uma fração.
Sequer lutaste para ser a raiz quadrada exata de meu coração
Me deixaste com a alma vazia, em subtração
(Sugaste até o último fio de minha vida)

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Vivo mitigando amor-próprio/Esqueceste que em mim plantaste teu ócio? E que agora vou ao mais fundo só para ter a atenção que me renega?/ Sou o nada e nada posso perto de ti, meu querido, pois levaste minha alma.

domingo, 5 de julho de 2009

Tanja

Eu não era, era não eu, era teu, era tão teu que me perdia por não ser eu contigo, só teu; eu não era eu, me perdi por tu seres TÃO que era só teu. Hoje? não sou. Me perdi sem ti que não é mais meu, não sou eu, sou o nada que me deste por ter sido tão teu.

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Eu não sou, não sou metade do inteiro que era quando era contigo, 'não sou metade do inteiro que sinto'. Não sinto se não contigo, só sou metade do que sinto, e se sinto que só te posso, sem sentir, então não sou nem metade do inteiro que sinto. Não sem ti. Sem ti eu não sou, não sinto.

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Eu era metade, em ti encontrava tudo que saciava minha vontade. Eu sou parte, partida ao caminho de encontro do nada, eu sou nada e nada sinto em mim além de tudo que em ti encontrava, e em ti, em relação a mim, nada restava.

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Eu era inteiro, eu era mais um em dois: um só, era tão teu que era tu e eu em mim, só contigo; Eu não era só.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Eis aqui o mais profundo de minha mente dilacerada
Eis aqui toda minh'alma corrompida
Eis aqui:

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Me sustento nas inconstâncias da paixão
Não, elas nem chegam perto de me tocar
Fico enebriado em alguns momentos, mas nada além disto
Vou em busca de saciar minh'alma, como um animal irracional
Passo a gostar dos joguetes que a noite me oferece
Jogo a dor, o torpor, até jogar o amor
Com o amor em jogo, jogo a dor, como é de praxe de um bom jogador, e com ele vai-se o torpor
Sinto-me trapaceado, vulnerável, e a noite então
Com toda sua audacia de jogadora experiente
Em mim penetra sua escuridão
Fazendo-me sentir algo além de um simples sereno no coração

domingo, 8 de março de 2009

pó

Não passo de um mero caminho errado que pegaste
Na fuga artudida dos teus próprios sentimentos
Apenas mais um leviano desatinado que só chora em mínima por querer-te, e míngua
OH! Como soa contraditório! Porém
Ainda assim, é bem melhor se ficares em mim.