segunda-feira, 8 de março de 2010

08/03/10

"Tu te fizeste a razão de meu mundo"
Como quem nada queria, ganhaste
Fazendo-me sentir extremos pulsantes e nervosos
Como se qualquer momento fosse nosso último
Como se nosso momento qualquer fosse reflexo de todo o resto de nossas vidas
Apenas fique. Preciso de vida, a vida que encontro em ti.


XXVII - adaptado à minha realidade

"Mas, se o corpo descansa, a mente, mal me deito
É que ela empreende, então, dos longes onde mora
Para estar junto à ti.
Assim, de dia o corpo e, à noite o pensamento:
Por mim e por ti, os tenho inquietos."

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Senti(n)do-s

Cada fio de cabelo do meu corpo necessita incansavelmente dos arrepios que só tu causas à ele.
A cada respiração fatigante procuro pelo teu cheiro em meu olfato.
A cada batida sofrida meu coração pede pra encontrar o teu e ganhar vida.
Me sinto tão tua que só sou saudável com teu corpo junto do meu.
Meus olhos já não enxergam mais a luz, se não for a luz dos teus.
Meus pés só seguem teus passos, meu caminho agora só existe se tu me mostrares pra onde ir.
Meu sorriso só ri porque tu és agora o motivo da minha alegria.
Portanto, te peço, se tens sentido metade do que sinto, não demora a vir pra mim, pois a cada segundo sem ti fica mais difícil me orientar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

SENTIR
Sem ti... ir! Apenas ir. (buscando o ar em cada parte tua que ainda vive em mim)
Eu não te quero pra preencher espaço, te quero pois a nossa -falta de- espaço regula meu compasso, passo do meu pro teu coração, deixando de ser só espaço e solidão, passando a ter só um passo, uma direção (a tua). Só contigo. -QUERO- Me sentir no teu (mais nosso do que nunca) sentido de união.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sigo me sustentando no teu afeto inconstante
Varia em mim como o y de uma função
Nunca quiseste de fato te entregar por completo
E pra ti sempre fui uma fração.
Sequer lutaste para ser a raiz quadrada exata de meu coração
Me deixaste com a alma vazia, em subtração
(Sugaste até o último fio de minha vida)

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Vivo mitigando amor-próprio/Esqueceste que em mim plantaste teu ócio? E que agora vou ao mais fundo só para ter a atenção que me renega?/ Sou o nada e nada posso perto de ti, meu querido, pois levaste minha alma.

domingo, 5 de julho de 2009

Tanja

Eu não era, era não eu, era teu, era tão teu que me perdia por não ser eu contigo, só teu; eu não era eu, me perdi por tu seres TÃO que era só teu. Hoje? não sou. Me perdi sem ti que não é mais meu, não sou eu, sou o nada que me deste por ter sido tão teu.

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Eu não sou, não sou metade do inteiro que era quando era contigo, 'não sou metade do inteiro que sinto'. Não sinto se não contigo, só sou metade do que sinto, e se sinto que só te posso, sem sentir, então não sou nem metade do inteiro que sinto. Não sem ti. Sem ti eu não sou, não sinto.

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Eu era metade, em ti encontrava tudo que saciava minha vontade. Eu sou parte, partida ao caminho de encontro do nada, eu sou nada e nada sinto em mim além de tudo que em ti encontrava, e em ti, em relação a mim, nada restava.

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Eu era inteiro, eu era mais um em dois: um só, era tão teu que era tu e eu em mim, só contigo; Eu não era só.