quarta-feira, 13 de maio de 2009

Eis aqui o mais profundo de minha mente dilacerada
Eis aqui toda minh'alma corrompida
Eis aqui:

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Me sustento nas inconstâncias da paixão
Não, elas nem chegam perto de me tocar
Fico enebriado em alguns momentos, mas nada além disto
Vou em busca de saciar minh'alma, como um animal irracional
Passo a gostar dos joguetes que a noite me oferece
Jogo a dor, o torpor, até jogar o amor
Com o amor em jogo, jogo a dor, como é de praxe de um bom jogador, e com ele vai-se o torpor
Sinto-me trapaceado, vulnerável, e a noite então
Com toda sua audacia de jogadora experiente
Em mim penetra sua escuridão
Fazendo-me sentir algo além de um simples sereno no coração

domingo, 8 de março de 2009

pó

Não passo de um mero caminho errado que pegaste
Na fuga artudida dos teus próprios sentimentos
Apenas mais um leviano desatinado que só chora em mínima por querer-te, e míngua
OH! Como soa contraditório! Porém
Ainda assim, é bem melhor se ficares em mim.

segunda-feira, 2 de março de 2009

AMOR

Ah amor, amor que não merece meu amor
muito menos meios-amores que o cortejam
Amor amável, inatingível por mim, que não passo de pó para meu amor.
Amor piegas, que não se dá valor.
Saibas pois que valor a teu amor, amor, é o que mais alimento em minh'alma
que ama e dói, minguante, sempre a espreita da penumbra de meu peito ferido por amor.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Auto - insuficiência

Acordar se tornou um martírio diário.
Sinto o peso de milhões de elefantes pisando meus olhos, toda a culpa chicoteando meu corpo, a dificuldade de respirar causada pela ansiedade de viver outro dia atordoada pela porra da dor que sinto (quem diria que isso um dia já foi amor?), sendo fria com tudo, o torpor é meu fingimento preferido;
Se tornou impossível ter forças para manter esse garbo de superioridade.
Maldita auto-suficiência!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Torpor, o alimento da alma frustrada

Ela se sentiu completa, como se todo o torpor que insistia em alimentar nunca tivesse existido, e conseguiu pensar em seus sentimentos sem dor alguma, como se eles fossem algo recíproco aquele instante.
Com toda força, como se estivesse se livrando de palavras que a sufocavam, disse: "Eu gosto de ti", suspirou, e por um breve momento buscou os olhos deles, que pareciam confusos e indecodificáveis, "Sempre gostei, e tu não tens idéia do quanto é doloroso viver sem ti"; bastaram as palavras serem lançadas para o buraco começar a latejar dentro dela, que ultimamente era mais vazia do que nunca, ou cheia do grito interno que pertubava sua mente. Ela evitava de todo o jeito não revirar o seu passado, se forçava a pensar que não havia mais nada pra "descongelar" naquela relação, porém o seu subconsciente mantinha viva com todas as forças a idéia de que ele ainda a amava, e quando ela o encontrou a sua mente foi totalmente dominada pelas idéias que eram escondidas no mais profundo de sua alma, se sentiu incrivelmente encorajada a falar tudo a ele, como se o amanhã não existisse e muito menos importasse; e de repente se viu fazendo o que mais temia na vida, sem ter o torpor para lhe livrar das emoções que o momento causava. Não conseguiu pensar em nada, deus as costas pra ele e saiu andando, mais completa e oca do que nunca, deixando com ele toda a verdade e todo o seu coração.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Passa-r-do tempo

O tempo a mudou, mas não mudou o que o próprio tempo fez questão de guardar nela.
Por um bom tempo ela pensou em não sentir, mas só não sentia porque não pensava, disfarçava com outras palavras, pessoas, adjetivos e substantivos que significavam praticamente nada se não fossem ditos a ele. O silêncio que a falta fazia era ensurdecedor, palavras caladas, sentimentos repreendidos, perdidos no eco do grito interno.
Hoje em dia ela é cheia do mais depressivo e assustador nada, e continua sem ele
O tempo com certeza tratou de guardar o nada nela, sufocando o que antes era tudo.
O tempo destrói o que o próprio tempo cria e alimenta.