quarta-feira, 23 de março de 2011

N

És incrível em tua singularidade
Conheço-te em teu posto lúdico, de semblante distante e intocável, que exerces com graciosidade inigualável.
Por teres permitido-me adentrar em ti (agradecerei por isto até o fim), conheço-te também desarmado
Onde te amo infinitamente, por conseguires ser o único paradoxo bom em todos os seus sentidos, delicado e frágil aos olhos meus, que querem te proteger do mundo, e que ao mesmo tempo encontram o mundo em ti.
Conheço-te espontaneo, na mais leve de tuas facetas, que fazes com excelência, e de repente surgem sorrisos só por estares presente.
Conheço-te valente, onde encontro toda a força que tenho para seguir ao lado teu, e por isso sempre te falo quando alguma tristeza sinto vindo de ti: 'amanhã tu vai tá melhor'. Tenho essa certeza, tu nunca me decepcionas.
Conheço tua essência, pura, simples, contagiosa.
Conheço teus defeitos, onde até neles és certo, pois nunca deixas de ser tu.
Conheço-te com meu coração, que encontrou em ti milhões de faces perfeitas,
e tu, dono de todas essas faces, te fizestes o que de mais belo eu poderia encontrar para amar.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Luminosa

Nunca é a hora. Não importa a hora que seja, nunca é a hora.
A vida toda me vi vivendo dramas em que quis que tudo acabasse a cada palavra errada,
construindo o meu próprio precipício, minha própria lamúria, me senti confortável por ter motivos para padecer, ter razões para achar que não existe mais razão para prosseguir. De repente vejo que nada disso é. Não que não seja, é. É um universo que criei para tentar não me sentir tão vazia. Imergi na tristeza que moldei e chamei de minha. Enquanto isso a verdadeira essência, os verdadeiros porquês se escondiam, e eu havia criado um muro de lamentações que me separava da vida. Um dia tudo vem à tona. Memórias embaçadas pela impaciência de quem viveu irritado por ter que interagir com algo que ia além da própria lamúria. Dias em que não se tem nada a lembrar além da pena que se sentiu por ter que aturar o mundo e fingir que nada acontecia dentro de si. E o que de fato acontecia? O que acontecia era o que não ficou em mim, e o que tanto importava hoje já passou.O tempo passou, o que não posso mudar é o que não vivi, o que não consigo lembrar é o que vivi sem querer viver. Preciso gritar, bradar, clamar ao mundo que eu preciso do mundo, que esse meu mundo já não basta, que eu precisava hoje mais do que nunca lembrar nitidamente de todas as vezes que ouvi "Marininha, minha flor", precisava lembrar disso com o amor que sempre senti, e que por mera vaidade ficou escondido por trás de um universo onde só o meu eu importava. Essa não era a hora, nunca seria a hora, eu tinha muito a dizer, muito a ouvir. Mas irei derrubar o muro, e se agora estou triste por não poder mais ouví-la, pode ter certeza de que daqui por diante irei sentí-la, mais do que nunca, em cada abraço, cada conselho, cada tropeço, cada acerto e principalmente cada lembrança. Irei sentir o que aprendi ao lhe ver virar um anjinho: VIVER. Nesse novo mundo não existem muros, guardarei cada segundo em mim como se fosse sempre o melhor de todos (...) Serei eternamente grata.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

again, again

Queria que teus olhos fossem só o que eu pudesse enxergar
que tua luz fosse minha única fonte de energia
que a vida terminasse dentro da tua eternidade,
pois nunca algo foi tão perfeito aos olhos meus, com cada detalhe que consome minha vida e
nos transforma em um só ser. Sou por ti que nunca fui por mim, sou contigo o melhor que nunca seria capaz de ser. Sou o que me mostrastes de como é ter vida, e o que vou ser por te ter me ensinando a amar. És minha descoberta, és a descoberta de mim, e onde me perdi. Sou por ti alguém que agora tem começo, meio e fim.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

under

inbtween 2009/2010

Engulo horas
Cuspo-te meu dia-a-dia
Intriga-me com tua vida tão intensa
Reclamo calada
Choro rindo, rio chorando.. rios de lágrimas secas
Deságuas em mim, me banha com tua leveza
Depois vais embora... E seco
Seco fico
Busco me saciar
nos dias que tanto me aflingem
Tento encontrar em meus pensamentos alguma felicidade
que me desvie da tua correnteza
Mas sou cheia de ti
Cheia do vazio que trazes as minhas horas
quando não estás aqui para fluir em mim
Vazia por não querer seguir minha própria direção
Por ter pegado tua estrada e me guiar por teus passos.
Esperei que notasse o quanto tenho sede,
mas não.. tens tuas águas e só vens quando achas oportuno
Enquanto tu corres por rios, mares, praias..
Te espero sem mover-me um milímetro
sem ter nenhuma outra fonte de calmaria
Esvaindoo o que ainda resta de mim
te esperando,
esperando pela vida.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

+

Não vais de mim, é sempre pouco o tempo pro nosso amor
Se tiveres de ir, me leva contigo, fazes de mim um espectro teu pois há tempos me rendi a tudo que vem de ti. Não hesito me perder se for entre tuas pernas, teus cabelos e tuas risadas que consomem meu silêncio e que me fazem querer viver dentro de ti, querer viver tudo que existe dentro de ti e só. Quando te vais de mim por força do universo guardo na pequena parte que me sobra a tua imagem, o teu sorriso escrachado e suave que me faz continuar. Continuo por ti, pois só em ti consigo me ver melhor, me ver viva. Por ti encaro o mundo. Há muito desisti de mim, mas tu não. Por isso vou em frente. E a cada toque teu entendo o motivo de tudo. Por mim o universo poderia acabar em ti. Não pediria mais nada. A entrega é tão grande que acabo ficando em ti, perdida entre as pelúcias e teus cabelos, teus braços e meu coração gritando de prazer. Não me imagino mais sem ti. Nosso amor é calado, feito de risadas e olhares, bobagens e gestos que a poucos importam.. só a nós. Deus sabe a barra que é enfrentar cada dia longe de ti. E nao o faço por mim, o faço pelo que sou quando estou contigo. Não sei rir só, minha visão é negativa e medrosa. Preciso de ti pra me provar que tudo pode ser leve, pra encher minha existencia de vida. E me encerro em ti, nao peço mais nada. Nao só te amo, existo em ti.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Para um dia ser lido

Notepad, 24 de fevereiro de 2010

Deixo uma parte de mim contigo a cada vez que tu vais.
Talvez a melhor parte ultimamente, e também a pior, a mais medrosa,
inibida, e enfim. Mas não sinto arrependimento nenhum em deixá-la.
Por mais que eu tenha tentado evitar, eu não encontrei motivos pra não ir fundo..
E olha, a cada dia que passa me surpreendo mais com nós dois e a força que temos juntos.
A parte que me sobra borbulha por ti,
e te procuro a todo instante.
Tu és, com certeza, a minha entrega mais prazerosa.
Obrigada por conseguir me passar tanta segurança, e por me aturar.
Te quero, a todo instante.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Silêncio

Não me perguntes nada
Mas me fales de tal maneira
Que se eu fosse surda
Te ouviria com o coração
E me escutes de tal maneira
Que se se tu fosses cego
Sentiria o que meus olhos te gritam

segunda-feira, 8 de março de 2010

08/03/10

"Tu te fizeste a razão de meu mundo"
Como quem nada queria, ganhaste
Fazendo-me sentir extremos pulsantes e nervosos
Como se qualquer momento fosse nosso último
Como se nosso momento qualquer fosse reflexo de todo o resto de nossas vidas
Apenas fique. Preciso de vida, a vida que encontro em ti.


XXVII - adaptado à minha realidade

"Mas, se o corpo descansa, a mente, mal me deito
É que ela empreende, então, dos longes onde mora
Para estar junto à ti.
Assim, de dia o corpo e, à noite o pensamento:
Por mim e por ti, os tenho inquietos."

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Senti(n)do-s

Cada fio de cabelo do meu corpo necessita incansavelmente dos arrepios que só tu causas à ele.
A cada respiração fatigante procuro pelo teu cheiro em meu olfato.
A cada batida sofrida meu coração pede pra encontrar o teu e ganhar vida.
Me sinto tão tua que só sou saudável com teu corpo junto do meu.
Meus olhos já não enxergam mais a luz, se não for a luz dos teus.
Meus pés só seguem teus passos, meu caminho agora só existe se tu me mostrares pra onde ir.
Meu sorriso só ri porque tu és agora o motivo da minha alegria.
Portanto, te peço, se tens sentido metade do que sinto, não demora a vir pra mim, pois a cada segundo sem ti fica mais difícil me orientar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

SENTIR
Sem ti... ir! Apenas ir. (buscando o ar em cada parte tua que ainda vive em mim)
Eu não te quero pra preencher espaço, te quero pois a nossa -falta de- espaço regula meu compasso, passo do meu pro teu coração, deixando de ser só espaço e solidão, passando a ter só um passo, uma direção (a tua). Só contigo. -QUERO- Me sentir no teu (mais nosso do que nunca) sentido de união.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sigo me sustentando no teu afeto inconstante
Varia em mim como o y de uma função
Nunca quiseste de fato te entregar por completo
E pra ti sempre fui uma fração.
Sequer lutaste para ser a raiz quadrada exata de meu coração
Me deixaste com a alma vazia, em subtração
(Sugaste até o último fio de minha vida)

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Vivo mitigando amor-próprio/Esqueceste que em mim plantaste teu ócio? E que agora vou ao mais fundo só para ter a atenção que me renega?/ Sou o nada e nada posso perto de ti, meu querido, pois levaste minha alma.

domingo, 5 de julho de 2009

Tanja

Eu não era, era não eu, era teu, era tão teu que me perdia por não ser eu contigo, só teu; eu não era eu, me perdi por tu seres TÃO que era só teu. Hoje? não sou. Me perdi sem ti que não é mais meu, não sou eu, sou o nada que me deste por ter sido tão teu.

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Eu não sou, não sou metade do inteiro que era quando era contigo, 'não sou metade do inteiro que sinto'. Não sinto se não contigo, só sou metade do que sinto, e se sinto que só te posso, sem sentir, então não sou nem metade do inteiro que sinto. Não sem ti. Sem ti eu não sou, não sinto.

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Eu era metade, em ti encontrava tudo que saciava minha vontade. Eu sou parte, partida ao caminho de encontro do nada, eu sou nada e nada sinto em mim além de tudo que em ti encontrava, e em ti, em relação a mim, nada restava.

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Eu era inteiro, eu era mais um em dois: um só, era tão teu que era tu e eu em mim, só contigo; Eu não era só.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Eis aqui o mais profundo de minha mente dilacerada
Eis aqui toda minh'alma corrompida
Eis aqui:

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Me sustento nas inconstâncias da paixão
Não, elas nem chegam perto de me tocar
Fico enebriado em alguns momentos, mas nada além disto
Vou em busca de saciar minh'alma, como um animal irracional
Passo a gostar dos joguetes que a noite me oferece
Jogo a dor, o torpor, até jogar o amor
Com o amor em jogo, jogo a dor, como é de praxe de um bom jogador, e com ele vai-se o torpor
Sinto-me trapaceado, vulnerável, e a noite então
Com toda sua audacia de jogadora experiente
Em mim penetra sua escuridão
Fazendo-me sentir algo além de um simples sereno no coração

domingo, 8 de março de 2009

pó

Não passo de um mero caminho errado que pegaste
Na fuga artudida dos teus próprios sentimentos
Apenas mais um leviano desatinado que só chora em mínima por querer-te, e míngua
OH! Como soa contraditório! Porém
Ainda assim, é bem melhor se ficares em mim.

segunda-feira, 2 de março de 2009

AMOR

Ah amor, amor que não merece meu amor
muito menos meios-amores que o cortejam
Amor amável, inatingível por mim, que não passo de pó para meu amor.
Amor piegas, que não se dá valor.
Saibas pois que valor a teu amor, amor, é o que mais alimento em minh'alma
que ama e dói, minguante, sempre a espreita da penumbra de meu peito ferido por amor.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Auto - insuficiência

Acordar se tornou um martírio diário.
Sinto o peso de milhões de elefantes pisando meus olhos, toda a culpa chicoteando meu corpo, a dificuldade de respirar causada pela ansiedade de viver outro dia atordoada pela porra da dor que sinto (quem diria que isso um dia já foi amor?), sendo fria com tudo, o torpor é meu fingimento preferido;
Se tornou impossível ter forças para manter esse garbo de superioridade.
Maldita auto-suficiência!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Torpor, o alimento da alma frustrada

Ela se sentiu completa, como se todo o torpor que insistia em alimentar nunca tivesse existido, e conseguiu pensar em seus sentimentos sem dor alguma, como se eles fossem algo recíproco aquele instante.
Com toda força, como se estivesse se livrando de palavras que a sufocavam, disse: "Eu gosto de ti", suspirou, e por um breve momento buscou os olhos deles, que pareciam confusos e indecodificáveis, "Sempre gostei, e tu não tens idéia do quanto é doloroso viver sem ti"; bastaram as palavras serem lançadas para o buraco começar a latejar dentro dela, que ultimamente era mais vazia do que nunca, ou cheia do grito interno que pertubava sua mente. Ela evitava de todo o jeito não revirar o seu passado, se forçava a pensar que não havia mais nada pra "descongelar" naquela relação, porém o seu subconsciente mantinha viva com todas as forças a idéia de que ele ainda a amava, e quando ela o encontrou a sua mente foi totalmente dominada pelas idéias que eram escondidas no mais profundo de sua alma, se sentiu incrivelmente encorajada a falar tudo a ele, como se o amanhã não existisse e muito menos importasse; e de repente se viu fazendo o que mais temia na vida, sem ter o torpor para lhe livrar das emoções que o momento causava. Não conseguiu pensar em nada, deus as costas pra ele e saiu andando, mais completa e oca do que nunca, deixando com ele toda a verdade e todo o seu coração.